domingo, 25 de outubro de 2009

Centro Ypiranga de Pastinha participa das Comemorações do Dia da Consciência Negra


No dia 24 de outubro o Centro Ypiranga de Pastinha (CYP) participou do evento ''Zumbi dos Palmares'', antecipando as comemorações do Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, no Colégio Hélio Alonso, no Méier.

Como parte do acontecimento, Mestre Manoel falou sobre a Capoeira Angola e seu trabalho frente ao CYP, e junto às crianças dos núcleos da Maré e de Caxias realizou a dança Maculelê seguida da tradicional Roda de Capoeira Angola.

O evento ainda contou com a apresentação do Grupo de Danças Folclóricas Kátia Bezerra e da Cia Henrique Nascimento coreografando sambas, músicas afro e frevo. Houve também a exposição e venda de dvds do CYP, de artesanato, comidas típicas e artigos afro.

Com público numeroso prestigiando a celebração da cultura negra, Heleno Alves, coordenador do Núcleo Artístico e Cultural das Organizações Hélio Alonso, realizador do evento, recebeu elogios pela iniciativa e definiu o acontecimento; ''Pela primeira vez realizamos um evento desse porte no Colégio Hélio Alonso e foi um grande sucesso'', comemorou Heleno.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Mensagem do Patrono

Marcelo Tas, figura midiática mais hypada de 2009, deixou um recado, projetado no Salão Nobre da Casa de España, aos formandos das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), na quarta-feira da semana passada:


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sábado, 22 de agosto de 2009

Gingando com responsabilidade e consciência

O ano de 2008 foi mais um ano de luta e superação para o Centro Ypiranga de Pastinha. Com a fundamental colaboração da comunidade, parceiros e voluntários, o CYP realizou e participou de eventos que ficarão em sua história de luta contínua pela inclusão social e construção de cidadãos conscientes.

A celebração de seus dez anos de fundação, que contou também com o lançamento nacional do cd/dvd do grupo ''Vem jogar mais eu, meu irmão!'', gravado na França, a reforma da sede do grupo e o reforço nos laços que integram os núcleos do CYP – Brasil, França e Espanha foram alguns dos acontecimentos registrados pelo Notícias Ypiranga de Pastinha.

Nesta edição, revemos, através de fotos, o que de mais importante aconteceu ano passado, mantendo viva a trajetória da primeira década em que o Centro, com Mestre Manoel à frente, resiste sem apoio do Estado. Foram rodas, palestras, eventos e inúmeras outras atividades que visaram integrar e estimular o debate entre moradores, sociedade e núcleos para a continuidade do trabalho de promoção e de resgate da cultura genuinamente brasileira.

Para que isso fosse possível, 2008 começou com a revitalização de uma antiga fábrica de material para construção civil, hoje a sede do núcleo brasileiro do Centro Ypiranga de Pastinha, no Complexo da Maré, em Bonsucesso. O esforço, que continua até hoje, reuniu mestres, instrutores, alunos e voluntários, transformando o local em um centro de referência das artes e da cultura popular na região.

Enquanto a reforma acontecia, os preparativos para abril, mês em que o CYP celebrou sua primeira década, já aconteciam. E as expectativas de um memorável evento, do tamanho da luta e prestígio do Centro, foram correspondidas à altura; repleto de mandingas, muito axé e camaradagem entre os presentes e convidados.

Integração, valorização e perseverança! O ano passado também serviu para selar a continuidade das parcerias do Centro Ypiranga de Pastinha enquanto movimento de preservação da cultura afro-brasileira. Eventos que contaram com a participação de grupos de dança afro, como o Jongo da Serrinha e o Grupo Cultural Imalê de Caxias, fizeram parte da agenda de 2008. As crianças dos núcleos do CYP-Brasil, Campos Elíseos, Maré e Serrinha também participaram ativamente, com o Maculelê, no decorrer do ano.

A participação do Centro Ypiranga de Pastinha nas comemorações do dia da cultura e da consciência negra provaram sua relevância na luta para a preservação da cultura afro no Brasil.

Palestras e rodas de capoeira angola em Instituições de Ensino Superior do Rio de Janeiro, levaram aos jovens de diversas classes sociais a importância do CYP e ajudaram a expandir o conhecimento da sociedade sobre o Centro. Não à toa, o Centro Ypiranga de Pastinha foi notícia na mídia on line, citado em blogs e jornais eletrônicos, ampliando a divulgação de sua luta em nome da cultura, resgate da identidade sócio-cultural e inclusão social.

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*Por Guilherme Folly, sem revisão. Jornal Notícias Ypiranga de Pastinha do Centro Ypiranga de Pastinha. Edição 14. Ano 2009.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

LANÇAMENTO DO CURTA METRAGEM:


Dia: 24 de julho
Local: Rua da Matriz, 49 (auditório Facha - Campi II)- Botafogo
Início: 20:00 horas
ENTRADA FRANCA

Sinopse: Shirley é a empregada de um casal de classe média do Rio de Janeiro e por sua eficiência vive a receber elogios de seu patrão, o fotógrafo Fred. Por outro lado, a mulher de Fred, dona Raphaela, sempre arruma motivos para criticar as distrações e os préstimos da serviçal.
Repentinamente, Shirley, que sempre foi apaixonada por Fred, passa a achar pela casa bilhetes amorosos de um admirador secreto. Entusiasmada com a possibilidade de finalmente ser correspondida, a empregada sonha com o dia em que terá o patrão em seus braços.
Observando a arrogância com que sua mulher trata Shirley, Fred continua a parabenizar esta pelo afinco com que se dedica a ele.
Porém, em um dos bilhetes, o remetente marca um encontro secreto no quarto do casal. Chegou o momento de Shirley se entregar à felicidade...

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Seres humanos e o fado onipresente

No apêndice publicado em seu romance Os Demônios de Loudun, de 1955, Aldous Huxley, também autor de Admirável Mundo Novo, aborda o existencialismo e a maneira como o indivíduo lhe dá com ele, de forma intrigante. Em poucas páginas o escritor inglês, cuja família fazia parte do nicho burguês-intelectual da sociedade britânica na virada do século XIX, contribuiu vastamente para o entendimento da condição humana.

O autor inicia sua explanação, sob base freudiana, afirmando que o indivíduo possui a necessidade inata de ser algo além do que é. Essa vontade inadiável leva o ser a praticar três tipos distintos de autotranscendência para fugir da realidade.

As formas autotranscendentes decadentes são considerados modos de evasão através da alienação, o que tornaria o indivíduo altamente sugestionável. Dentre eles o uso de entorpecentes, o sexo primário e a experiência coletiva são os principais. Assim, o homem, em vão, afirmaria o ciclo infindo de Schopenhauer, da vontade e do fastio, e, absorto, se desinstituiria de individualismo, tão defendido por Oscar Wilde em ''A Alma do Homem Sob a Luz do Socialismo.

A segunda prática de autotranscendência, e a mais comum, é classificada por Huxley como horizontal ou neutra. Faz parte da rotina dos seres e está arraigada na cultura. Casar e praticar esportes são exemplos de autotranscendência horizontal por serem indispensáveis mas nunca suficientes, humanas em excesso.

O ato mais nobre de autotranscendência, a de cunho ascendente, é o que o escritor denomina de ''vã repetição''. O poder de concentração, oriundo dessa prática, tende a melhorar a conduta pessoal através da auto-sugestão.

Auto-sugestão na contemporaneidade
Não é espantoso então afirmar que minha geração, nascida na segunda metade da década de 80, assim como o contexto social do século XXI, legitimam as idéias de Huxley 50 anos após sua concepção. Muito devido a coerência das bases teóricas utilizadas, elas hoje são reforçadas, pela sociedade civil, através de mores culturais.

E um destes, o qual tenho apreciação é, em grande parte, prática de jovens que nem sempre a exercem com os mesmos propositos. As raves, termo criado na Inglaterra e décadas depois utilizado para designar uma nova cultura musical eletrônica, possuem (em trecho) a seguinte definição no dicionário Inglês/Português Michaelis: ''...2.delirar, tresvariar...3. ser louco por, querer a todo custo...''.

Dessa forma, a ''vã repetição'' das músicas (mantras), através de suas letras e beats, induziriam o indivíduo ao transe ou estado de elevação da percepção propício para a auto-sugestão. Aqui vale ressaltar (não justificar) o uso de entorpecentes com a finalidade de sublimar o aumento da percepção já proporcionado pelos mantras. Ou seja, faz-se uso de uma forma descendente de autotranscendência para a potencialização em prol de um fim maior, tornando-a assim em ascendente.

A sensação do ''não-eu'' experimentada, abre espaço para a interação com outros seres que simultaneamente desfrutam da mesma experiência. Essa troca de auto-sugestões cognitivas, conduz o indivíduo a ''filtrar'' o que lhe irá ser passível de sugestão e irá corroborar para sua definição do ''Não-eu acima da individualidade'', por ser ele próprio ''um componente de uma multidão excitada''.

Assim, se ''a civilização exige do indivíduo uma auto-identificação devotada às mais elevadas causas da humanidade'', através das práticas autotranscendentes, para poder prosperar, as raves visam ''a autotranscendência ascendente no sentido da vida universal do Espírito''.